truques e disfarces





ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL TRIBUNA DE MACAU, a 20 de abril de 2012


TRUQUES E DISFARCES
Este texto é para as mães preocupadas em fazer todos os grupos alimentares entrar na alimentação das crianças, se possível sem grandes reclamações e cenas diabólicas, daquelas de narizes torcidos, bocas arrepanhadas e olhos arregalados, perante alguns ingredientes essenciais ao bom funcionamento do organismo.
O problema está em dois órgãos dos sentidos, nem sempre em sintonia, mas muitas vezes cúmplices nestas coisas da alimentação: a vista e o paladar.
É que estes dois funcionam quase sempre em uníssono e quando o primeiro diz NÃO GOSTO, o segundo já nem se dá ao trabalho de explorar os sabores que possam estar escondidos por detrás de uma apresentação menos apetecível…
Há ainda o terceiro – o cheiro – que pode mais facilmente ser iludido pela vista e pelo paladar depois de ultrapassada a barreira da repugnância.
Assim, cabe a nós – fazedores de almoços e jantares – o papel de mágicos do disfarce quando se trata de fazer passar pela goela aquelas coisas que não passam à vista, e ao cheiro, dos nossos pequenos comensais.
Um dos truques predileto para a categoria de legumes e leguminosas (feijões e grãos) é a sopa. Pois que cá em casa há uma regra que dita que: da sopa não se reclama, mas mesmo que se reclame – come-se!
Também se pode conquistar o paladar com tartes de legumes e ratatouiles, e até com a ajuda do filme «ratatui», porque não… Para os adultos: o caril, o korma, os legumes assados no forno são um regalo, até porque apelam ao tal terceiro sentido, pelos seus aromas distintos e marcantes.
Enquanto parece não haver grande problema com os lacticínios e os hidratos de carbono, já o grupo das proteínas é também um dos causadores de maiores atritos à mesa, sobretudo o peixe, tão essencial ao desenvolvimento das crianças, e tão saúdavel para os adultos. Podemos recorrer aos pastelinhos de peixe e bacalhau, às massas com atum, marisco ou salmão, ou aos pratos de forno com molho branco ou natas sobre um peixe branquinho, sem espinhas e escamas a incomodar.
E isto tem sido a minha tarefa dos últimos tempos, descobrir e inventar truques para disfarçar peixe, pelo menos 4 a 6 vezes por semana.
Aqui ficam algumas das soluções:


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