Piscos (I)

PUBLICADO EM: JORNAL TRIBUNA DE MACAU, a 30 de setembro de 2011
OS PISCOS (I)
Meus leitores, vou dedicar alguns destes espaços semanais ao tema da alimentação e as crianças, começando por divagar um pouco acerca de uma categoria a quem vulgarmente chamamos – os piscos!
Os piscos são aqueles que comem como os passarinhos: pouco, ou quase nada que se veja, e frequentemente. Ou seja, passado 35 minutos, mais coisa menos coisa, de terem acabado uma suposta refeição principal estão a dizer que estão com fome, mas nunca comem nada que seja considerado em quantidade de gente (pensamos nós). Para os piscos, quatro colheres de arroz fazem revirar as tripas como se tivessem terminado uma orgia de comida e nem mais um grão pudesse dar entrada no canal digestivo.
Pois, tenho a comunicar que tenho uma espécie destas cá em casa e até vos confesso que também eu pertenci à mesma categoria, tanto quanto me lembro até atingir o dígito numero dois no bilhete de identidade (quem sai aos seus…).
Felizmente, e se tudo estiver bem no crescimento destas crianças, as pesquisas dizem que a esquisitice acaba por volta do aniversário com dois algarismos, vindo a dissipar-se à medida que se vai avançado na idade.
Entre consultas de pediatras e conselhos de todo o género e feitio, cheguei a algumas conclusões que também vos podem servir de reflexão. Uma, normalmente estas crianças são tão ou mais saudáveis que as outras e até se encontram dentro dos padrões de peso e altura estandardizados.
Duas, se não adoecem frequentemente e de forma anormal, depreende-se que o seu sistema imunitário está a funcionar bem e os nutrientes encontram o seu caminho.
Três, se têm energia igual ou superior aos seus pares deduz-se que o aporte calórico é suficiente para suprir as suas necessidades energéticas.
De facto estas três conclusões são tranquilizadoras. Mas não posso deixar de estar ao lado de todas aquelas mães que definham perante um(a) pisco(a), a todas as refeições, de todos os dias. Com a excepção daqueles momentos gloriosos em que se agarram a qualquer alimento especial e durante uns momentos nos fazem acreditar que o suplício terminou de vez…talvez com esta pizza!

PIZZAS FAMILIARES:
MASSA – amorne 240dl de água, junte 1 colher de chá sal e 1 colher de sopa de azeite. Misture com 480gr de farinha e 1 colher de chá de fermento. Amasse bem, deixe a repousar 30 minutos, divida em 4 e estenda no formato que quiser.
RECHEIO – utilize molho de tomate basílico para preparar a base das pizzas e cada familiar recheie a sua com os ingredientes preferidos (cogumelos, tomate-cereja, fiambre, azeitonas, alcachofras, ananás, atum, bacon, pimento, beringela, etc.). Termine com uma boa dose de queijo mozzarella ralado e leve ao forno a cozer.

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