comer como um passarinho (parte II)

PUBLICADO EM JORNAL TRIBUNA DE MACAU, a 8 de Abril de 2011

Ora cá estamos para a segunda parte deste tema tão simpático. Espero que tenham apreciado o mote da semana passada, e que reflictam ponderadamente sobre esta segunda parte que tem como ponto de partida a expressão: devemos comer como um passarinho.
Começo por citar um iogui, do qual já não me lembro o nome, mas aqui vai a frase que ficou bem marcada na minha memória: alimenta o teu estômago e não a tua boca.
Tão simplesmente, esta frase transmite a ideia de que o acto de comer deve ser um acto consciente durante o qual devemos satisfazer as nossas necessidades e não os nossos desejos nutricionais.
Come-se o que se precisa e não o que se deseja, mas claro que isto tem que ser feito de forma tranquila sem gerar ansiedade, ou seja, temos que educar-nos mentalmente para que não sintamos necessidade de comer mais do que a conta certa, mais do que o nosso corpo suporta e precisa.
Segundo os japoneses, se comermos 80% da capacidade do nosso estômago, não vamos precisar de médico. Ou seja, quando terminamos uma refeição devemos ter ainda aquela sensação de que mais um bocadinho ia saber bem (mas fazer mal).
Na verdade, se analisarmos a questão do ponto de vista da saúde constatamos que esta é uma das poucas certezas que a medicina tem: comer pouco, isto é, pequenas quantidades de comida por refeição, é comprovadamente uma das melhores coisas que podemos fazer pela nossa saúde.
Através de alguns estudos realizados com animais, tendo sido demonstrado que as cobaias submetidas a uma dieta reduzida conseguem viver 40% mais que os restantes animais, alimentados normalmente.
Ora, isto ocorre, segundo os especialistas, porque o corpo mal alimentado, fica em estado de stress moderado, tornando-se mais resistente ao stress severo (associado ao envelhecimento das células e à sua consequente degeneração e morte). Digamos que é um fenómeno parecido com o das vacinas que expõem o organismo ao perigo controlado daquilo que se pretende prevenir.
As conclusões a que cientistas e nutricionistas têm chegado é de que: comer pouco, jejuando ocasionalmente ou reduzindo as calorias consumidas, de facto, prolonga a vida…


FLORESCÊNCIAS GRATINADAS

Corte 1 pedaço de brócolos e uma couve-flor em pequenos ramos e leve a cozer em água e sal ligeiramente (pode ser a vapor). Escorra e espalhe num tabuleiro de ir ao forno.
Corte algumas fatias de fiambre em rodelas ou quadradinhos e faça o mesmo com uma porção de queijo, espalhando por cima dos vegetais. Polvilhe de pimenta preta e noz-moscada e regue com 200 ml de molho branco ou bechamel e leve ao forno a gratinar.





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