salada marroquina (cuscuz)

PUBLICADO EM: JORNAL TRIBUNA DE MACAU, a 18 de Fevereiro de 2011

GRÃOS ENERGÉTICOS
Depois de termos revisto as qualidades da batata, faltava falar dos cereais e seus derivados para completar o grupo de hidratos de carbono da roda alimentar.
Os amidos estão à nossa mesa praticamente em todas as refeições, através do pão, arroz, massas, farinhas e flocos. Tal como mandam as regras de uma alimentação completa e equilibrada, as porções diárias podem ir de 4 a 12 doses, dependendo da idade, condição e actividade física de cada um.
Estes alimentos têm uma função energética, pois restabelecem e compensam as perdas de energia decorrentes da actividade física e desgaste do organismo e promovem o crescimento (daí serem tão importantes na alimentação das crianças).
Para além de glícidos/ açúcares, os cereais são ricos em fibras, vitaminas e sais minerais. Alguns são também excelentes fontes de proteínas (como a aveia e a quinoa).
Os cereais mais cultivados são: o milho, o trigo e depois o arroz. O milho é um cereal dos países quentes, muito energético mas pobre em aminoácidos. O trigo é amplamente usado na alimentação, desde a panificação, fabrico de massas, farinhas e derivados, como o cuscuz (sêmola de trigo). Já o arroz é um cereal muito nutritivo, sem gordura nem sal, possui 12 aminoácidos essenciais e é conhecido por ter propriedades desintoxicantes.
Temos ainda a cevada e o centeio (aconselhados na convalescença); a aveia (típica dos países frios e húmidos, tendo a capacidade de aumentar a resistência ao frio e abrir o apetite, pois é farta em proteínas, matérias gordas, fibras, minerais e vitaminas); o trigo-sarraceno (abundante em magnésio) e a quinoa (o melhor em proteínas e aminoácidos).
Qualquer um destes cereais é nutricionalmente mais completo na forma integral, por isso a escolha mais sadia é sempre a selecção de cereais integrais ao invés dos refinados, pois os processos de refinação retiram-lhe os melhores nutrientes.
E quando puder experimente cereais menos utilizados, como a aveia ao pequeno-almoço, o cuscuz em saladas e acompanhamentos, a quinoa, ou a farinha de centeio no pão.
Aqui fica uma ideia fresca e saborosa de um destes amidos alternativos:

SALADA MARROQUINA
Prepare o cuscuz de acordo com as instruções da embalagem, ou, ferva 500 ml de água com um caldo de legumes, deite sobre 250 gr de cuscuz, envolva e deixe repousar durante 10 minutos.
Solte com um garfo e adicione os restantes ingredientes: uma mão cheia de azeitonas descaroçadas picadas grosseiramente, 1 curgete em palitos finos, 2 tomate sem sementes em cubos pequenos.
Prepare o molho: deite num frasco 3 colheres de sopa de azeite, sumo de ½ limão, coentros e salsa picada, cominhos moídos. Tempere de sal e pimenta moída e adicione piri-piri (opcional).
Agite o frasco e verta sobre a salada. Envolva.
Reserve no frio para que os sabores apurem e sirva à temperatura ambiente.

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