pirâmide da dieta mediterrânica

Encontrei a pirâmide da dieta mediterrânica que queria, porque é nesta em que eu acredito e na qual me baseio para decidir o que fazer em cada dia...
E nem a propósito... segue o artigo que escrevi sobre este tipo de dieta e as suas vantagens.

COZINHA MEDITERRÂNICA
Sou fã e adepta assumida da cozinha mediterrânica. Por isso, nas receitas e ementas que idealizo, quase sempre se revela esta minha predilecção alimentar.
São as mesmas pautadas pela fraca presença de carne (na maior parte das vezes é utilizada apenas para dar sabor aos pratos confeccionados); pelo consumo moderado de peixe e marisco (2 a 3 vezes por semana), de ovos e carnes brancas; pelo consumo diário de vegetais e frutas impondo a presença constante de sopas, saladas e fruta em todas as refeições; pelo consumo de leite, iogurte caseiro e queijos, de preferência não curados (cottage, fresco, etc.); pelo uso de frutos e leguminosas secas em substituição da carne ou peixe: grão, feijão, pinhões, nozes, passas, etc; pelo acompanhamento de arroz ou massas, cereais e pão (de preferência com farinhas escuras e de grão inteiro); pelos temperos à base de ervas aromáticas (e aqui acrescento as especiarias); e, claro está, pela eleição do azeite virgem como gordura excepcional (inclusive para barrar no pão).
Para beber privilegia-se a água, as limonadas e sumos de fruta naturais e casualmente o vinho. As sobremesas ocasionais são tartes de frutos frescos ou secos, pudim de leite, gelatina de frutas, bolo de iogurte, e outras delícias saudáveis…
É reconhecido cientificamente que a dieta mediterrânica é uma das melhores dietas do mundo (não são minhas estas palavras mas corroboro inteiramente esta ideia). Na sua base está uma forma de alimentação ancestral que provém de povos que habitavam a zona mediterrânica, ou seja, os povos à volta do mar mediterrânico e cujas características climatéricas e geográficas proporcionam o cultivo e a abundância dos alimentos que constituem a base desta alimentação: azeite e azeitonas, pescado, legumes e frutas, sobretudo citrinos e frutos secos, cereais, ervas aromáticas, animais de porte pequeno (ovino e caprino) e a vinha.
O espírito desta dieta consiste no trio: produtos frescos, da época e da região. O seu grande trunfo está na utilização do azeite virgem como gordura privilegiada, sobretudo cru, em tempero de saladas, sopas e massas. E é tradição desta alimentação o consumo apenas ocasional, senão raro, de carne, sobretudo vermelha, não passando de 1 a 3 refeições por mês ou de uma forma simples de apaladar alguns pratos. Dai que esta dieta esteja directamente correlacionada com uma menor incidência de problemas metabólicos (obesidade), cardíacos e degenerativos (cancros).
Por todas as razões anunciadas, e pela nossa saúde, julgo que é francamente vantajoso trazer para a nossa cozinha estes princípios. Experimente!

PUBLICADO EM: JORNAL TRIBUNA DE MACAU, a 9 de Julho de 2010

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