sopa de couve-flor

A sopa é o prato mais reconfortante que se pode servir num jantar leve e depois de um dia a fazer asneiras alimentares.
Por um lado, as sopas podem ser aproveitadas para introduzir novos legumes e hortaliças, além dos grãos e feijões da mais variada espécie. Por outro lado, disfarçados na sopa, as crianças não reclamam das novidades e aproveita-se a totalidade das vitaminas e minerais de todos os ingredientes (ficam na água que compõe a sopa).
As bases de sopa são ideais para juntar leguminosas à nossa alimentação diária (legumes secos: fava, feijão, grão, lentilhas, ervilhas, etc...) quer por serem energéticos e excelentes fontes de proteínas vegetais, como por terem elevadas doses de fibras, contribuindo para a limpeza do organismo.
Desta forma, também deixará de ter receio de eliminar algumas proteínas animais nas refeições da família, pelo menos à noitinha dedique os seus dotes culinários a pratos mais vegetarianos e simples.
Acrescenta-se ainda às virtudes da sopa, o facto de não ter gorduras nem frituras (na minha casa nem sequer faço o refogado antes de juntar a água, utiliza-se a receita de sopa à maneira antiga: tudo para dentro da panela, água e toca a cozer).
A sopa de hoje apareceu na ementa com o objectivo de voltarmos a ter na ementa a couve-flor.
Na verdade, eu fui a primeira a enjoar couve-flor, quando estava grávida de um dos meus filhos. Mas no geral, cá em casa, toda a gente torce o nariz à couve-flor, seja ela gratinada, cozida, crua...
A forma como melhor se come é uma receita de caril e coco com legumes, mas só os adultos aderem ao caril (por enquanto).
E como a couve-flor é rica em vitamina C, cálcio e fósforo, decidi que esta semana íamos comer sopa de couve-flor.
Aqui vai, em duas versões, a primeira mais requintada e a segunda mais completa:

SOPA DE COUVE-FLOR

½ cebola
3 dentes de alho
1 curgete
1 batata
1 batata doce ou tubérculo de sabor não acre que encontre no mercado (aproveite para experimentar novos produtos, mas escolha para esta sopa um que tenha sabor neutro ou doce)
¼ de nabo
½ couve-flor
2 litros de água (acrescente mais se necessário)
sal e azeite
Corte todos os legumes em pedaços e deixe a ferver até estarem macios. Junte no fim o sal e um fio de azeite e passe tudo na trituradora até obter um creme macio.

VERSÃO 1:
Sirva com coentros picados na hora e um fio de azeite extra por cima.
Acompanhe com tostas de pão de centeio com queijo Ricotta.

VERSÃO 2:
Corte uma dúzia de feijões chicote em pedaços pequenos e coza.
Junte ao creme e sirva.

A primeira versão serve bem como entrada substancial ou como um jantar leve (se abusou durante o dia, nada melhor que uma sopa leve e umas tostas para terminar o dia e dormir descansado sem agitações durante o sono).

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