rabanadas no forno II

Pois é... apesar das rabanadas no forno I terem ficado deliciosas, no segundo dia estavam secas e não gostei. Por isso, toca de «pôr os dedos à obra» e pesquisar na internet alternativas.
Nada mais «easy» porque logo nesse dia apareceu no meu mail uma receita de um dos blogues que sigo com as ditas rabanadas no forno. Experimentei e ficaram uma delicia... melhores que as primeiras e mais molhadinhas como eu gosto.
E toda a gente apreciou!

Usei pão de forma, porque os ratinhos cá de casa comeram os cacetes todos que eu tinha comprado de véspera. Retirei a côdea e coloquei num tabuleiro. Na batedeira bati 2 ovos com 1/2 lata de leite condensado e a mesma quantidade de leite, 1 colher de chá de fermento. Despejei a mistura por cima do pão e levei ao forno a gratinar. Polvilhei com a tradicional mistura de açúcar e canela e violá...



Esta receita serviu também de mote para mais um artigo PUBLICADO NO JORNAL TRIBUNA DE MACAU, a 6 de janeiro de 2012

DIA DE REIS E APROVEITAMENTOS
Hoje é Dia de Reis e formalmente terminam as festividades natalícias deste ano. Apesar da data não ser comemorada com a devida circunstância nos dias modernos (muitos até se esquecem dela), ela tem, para mim, um sabor a nostalgia, pois é o dia em que recolhemos as decorações cá de casa na caixa de natal, para só ser aberta daqui a 335 dias, mais coisa menos coisa.

Nostalgias à parte, posso dizer-vos que este meu Natal foi frutuoso em novas experiências culinárias e não poderia deixar de passar este dia sem vos deixar uma das receitas produzidas, tanto para a consoada como para a ceia de ano novo, mas que pode ser apresentada à mesa em qualquer altura do ano, sobretudo num lanche entre amigas(os), a acompanhar um belo chá verde: umas deliciosas e simples rabanadas.
Esta proposta tem ainda a particularidade de ser igualmente uma receita com sentido «ecológico», porque proporciona o aproveitamento/ reciclagem de pão de véspera, normalmente rejeitado por todos.
Em tempos de crise fala-se de diferentes formas de economizar e reciclar bens de consumo de forma a tornar as despesas mensais menos penosas no orçamento geral de cada família. E apesar de Macau estar a viver um período áureo economicamente, a realidade é que o custo de vida está mais elevado e, como se diz, não sabemos o dia de amanhã.
Mas mais do que uma forma de dar a volta às possíveis crises, acredito que poupar e reciclar – não estragar! - é um dever de todos nós, como cidadãos deste mundo pequenino que deve ser poupado nos seus recursos e riquezas. Ou seja, não sou a favor do «deita fora» do que quer que seja, quanto pior ainda se estivermos a falar de comida.
A cozinha deve ser também um espaço de imaginação e criatividade, onde podemos aproveitar ingredientes que excederam de uma refeição para outra, criando outras possibilidades culinárias diferentes em sabor, cor e textura.
E aqui fica a receita para o Dia de Reis… mas não estranhem a forma diferente de confecção destas rabanadas, elas são, além de ecológicas, também saudáveis, pois foi abolida a tradicional fritura.

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